segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mitos e verdades sobre morar sozinha



Mito: Você vira dono do seu próprio nariz.
Verdade: Você realmente tem que tomar mais conta do próprio nariz (como todas as outras partes do seu corpo, já que não tem a mãe para “lembrar” sempre daquelas consultinhas no médico), mas enquanto você não se banca totalmente sozinho e/ou ainda pede socorro para os seus pais quando a coisa aperta, metade do seu nariz ainda é deles.

Mito: O apartamento está sempre pronto para festinhas e reuniõezinhas.
Verdade: É muito gostoso receber os amigos em casa, mas só quem mora sozinho sabe o quanto é chato ter que limpar toda sujeira no dia seguinte. Um simples vinho entre você e mais três amigos consegue mudar todos os móveis da sala de posição. E no meu caso, não tem empregada todos os dias. Então, a Isaura sou eu.

Mito: Você não tem que dar satisfação para ninguém.
Verdade: Meu pai, minha mãe e minha avó me ligam todos os dias á noite. Se eu não ligo por dois dias, eles falam que eu estou sumida, ou aprontando alguma coisa. Acredito que só não precisamos da satisfação para os pais, quando de fato viramos pais. Enquanto isso, você vai continuar recebendo ligações e eles vão querer saber “onde é que você vai”. Uma coisa é verdade e é uma delícia: não é preciso mais chegar em casa na ponta dos pés.

Mito: Você é rico.
Verdade: Na verdade, estamos quase sempre pobres. Por mais rico que uma pessoa seja, em alguns dias do mês, a grana fica curta. Principalmente depois do aluguel. É sentir no bolso e de fato dar mais valor para o teto que te cobre, o cobertor que aquece e o papel higiênico que limpa. Se eu pudesse resumir a sensação, diria que morar sozinho é ter que comprar o próprio papel higiênico. Quando moramos com a família, tem sempre um reserva no armário. E nem sabemos como ele chegou até ali.

Mito: Você não vai ter que se preocupar sobre o que o seu porteiro pensa de você.
Verdade: Conquistar a simpatia do porteiro é muito mais importante do que parece. Primeiro, porque é ele que toma conta do seu prédio, das suas contas e é a primeira pessoa que um vizinho recorre caso precise fazer alguma reclamação de você. E segundo: um bom dia educado dele pela manhã faz toda a diferença. Bom, pelo menos para mim, que sou sensível. Portanto, não deixo de dar o panetone no Natal.

Mito: Tem sempre uma vizinha velha e chata.
Verdade: Tem sempre uma vizinha velha e chata.

Mito: Você vai aprender a cozinhar e a lavar roupas.
Verdade: Aprendemos um pouco a lidar com o fogão (ou morremos de fome). No meu caso, não sobra muito tempo para aprender receitas, então apelo sempre para delivery e comidinhas fáceis. Só almoço fora de casa e minha geladeira é mais vazia que geladeira de igreja. Quanto as roupas, a máquina de lavar é a criação mais linda do mundo (depois dos lençóis de elástico, é claro). O máximo que você aprende muito bem é a esticar as roupas no varal em quinze segundos e a economizar sabão em pó. Ô, coisa que é cara, viu.

Mito: Você sai do supermercado cheio de sacolas. E isso é super legal.
Verdade: Se você mora com várias pessoas ou tem o costume de fazer comida como já disse lá em cima, rola sim uma compra maior de super mercado duas vezes por mês. Caso contrário, sua melhor amiga vira a mulher do caixa de 15 itens. Eu nunca consegui comprar mais de duas coisas de cada. Já passei algumas situações engraçadas no mercado quando comprei duas cenouras e uma maçã. Ou um miojo e três limões. É que se eu levo além do que vou comer, fica parado na geladeira e estraga. E geladeira com coisa podre dentro é a coisa mais chata de limpar do mundo – depois do banheiro.

(continua...)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Carta para Mark



Chega, cansei! Precisamos conversar. Mark Zuckerberg, eu nunca gostei de você. Até fui ao cinema assistir o filme. Juraram que toda essa minha birra pré-histórica passaria quando te visse sendo interpretado por um cara bonitinho, e nada. Eu continuo te odiando de graça.
Você provavelmente já mudou a minha vida, se bobear o meu destino e me colocou em muita encrenca quando fez o Facebook. E eu não estou sendo dramática. Acho até que por sua culpa ainda não casei. (Leia isso com lágrimas nos olhos).
Por sua causa fico ansiosa a espera de uma mensagem inbox, atraso em uma média de sete dias qualquer tipo de paquera (até o cara resolver me adicionar já deu tempo de me confirmar em outros três eventos de outros possíveis três amores da minha vida) e tenho vontade de vomitar quando recebo uma cutucada. Pode acrescentar aí que eu também arrepio toda quando você me sugere adicionar o Pedro Henrique, que me fez chorar muito no recreio na sétima série, ou a Carolina que não conversava comigo só porque eu usava aparelho freio de burro. Sorte sua que ela está o triplo do meu peso. E o Pedro Henrique curtiu Molejo.
Sabe, Mark, minha vida seria muito mais fácil se a pessoa que eu conheci semana passada ligasse para o meu telefone fixo. Mas não. Você facilitou para ela que tem sérios problemas em contatos íntimos e dificultou para mim que acho um charme escutar a voz. Sem contar que deixou a coisa muito mais complicada quando eu e essa pessoa somos um casal e estamos inscritos na sua rede social. Ok que eu estou pouco me lixando para você, mas todos os meus amigos me ensinaram que se meu namorado não quer colocar que está em um relacionamento sério comigo, aí tem coisa. Eles também me ensinaram a não compartilhar a minha senha e a tomar muito cuidado onde faço login. Mas fala isso para o meu Iphone, Mark! A coisa fica ligada, é automático. Sobe até janela "push". Bobeou, e pronto, tô ferrada. Já pensou se um ladrão rouba e resolve escrever um blog com as minhas inbox? Putz! E se ele resolve recitar em praça pública minhas últimas conversas no chat?
Beleza, Mark, não estou brigando. Concordo com você quando diz que me ajuda pra caramba quando mostra que a vaca da ex dele vai estar no evento de quinta-feira, e por isso é melhor não ir. Mas na real, na real mesmo, você só está prejudicando minha formação social. É por culpa dessa sua ajuda que sou insegura socialmente. Se você não me contasse que a vaca estaria lá, eu não deixaria de ir à festa e seria mestre em encontrar pessoas que eu não quero ver nas baladas.
Outra coisa também tem me deixado meio chateada. Nessa eu até compreendo que a culpa não é somente sua. Tenho recebido convites para lugares que jamais freqüentei nem nos meus piores pesadelos. Nem naquele pesadelo que eu estou pelada na escola, estar em alguma dessas boates seria melhor. Promoters me convidam para uma média de dois eventos por dia – e isso não aumenta de nada minha popularidade, pois não faço ideia de onde eles surgem e em qual momento da minha vida aceitei a solicitação deles. Nessa você está perdoado, porque acredito que não planejou esse tipo de uso para a sua invenção. Mas e o aniversário da Luiza que eu só soube pelo telefone duas horas antes porque o evento privado que ela fez se perdeu no meio desse tanto de evento de pagode em letra maiúscula? Por essa eu não te perdôo jamais!
Olha que preferi nem jogar na sua cara a tal da "marcação" em fotos. Estudos apontam que 2 a cada 10 casais brigam por isso. Cara, na boa, como é colocar a cabeça no travesseiro sabendo que essa sua cara de anjinho, nerd e até meio sexy não passa de um disfarce de um destruidor de relacionamentos? (Desculpa, peguei pesado nessa, mas você mereceu).
Parece coincidência, Mark, mas enquanto escrevia esse desabafo, me convidaram para o "Último Ensaio do Axé Brasil 2012" e fui marcada em VINTE fotos completamente bêbada numa festa de comissão de formatura. E o Felipe? O Felipe estava online no chat, mas nem me cumprimentou.
Te odeio.

PS: Gente linda, nos próximos dias o blog não vai ser constantemente atualizado como de costume. Vem aí um projeto novo que tem me deixado muito feliz, ansiosa e com olheiras até as orelhas de não conseguir dormir. E o melhor: está sendo feito para vocês. Enquanto por aqui as coisas ficam um pouco paradas, vamos conversando lá no Twitter: @mabrafman.

PS2: Tenho recebido muitos e-mails referentes as dúvidas que respondo nas colunas D.R. e Cabecinha no ombro. Infelizmente, não consigo responder todos, além dos que escolho semanalmente para ambas. Pensando nisso, reativei meu Formspring, e duas vezes por semana respondo as dúvidas (resumidas, pelamor!) do pessoal por lá. Beleza? Corre lá e desabafa pra Má.

PS3: Obrigada pelo carinho, pelos comentários e pedradas no tuíter. Estamos aí para isso. Lembrando que eu sofria bullying quando era pequena. Não me mimem demais que eu fico chata.


PS4: Agora é sério: obrigada de coração. As coisas estão acontecendo. Finalmente.


PS5: Beijo, mãe!